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Qual é a importância para você deste
reconhecimento coletivo, por meio do Troféu Mulher
IMPRENSA?
Sempre
acho muito importante dar visibilidade para o trabalho
de nós, mulheres jornalistas, mas isso se torna
mais imprescindível pelo momento em que vivemos.
Estamos sob ataque não só ao jornalismo
profissional, mas também especialmente contra
nós mulheres, com ofensas machistas. Não
tem problema em criticar o trabalho, mas o que vemos
são xingamentos pessoais, para nos diminuir enquanto
pessoas. Nos chamam de feia, vagabunda, vadia e tantos
outros. Fazer jornalismo no Brasil sempre foi desafiador.
Fazer jornalismo no Brasil de hoje, sendo mulher, é
muito mais. Por isso é essencial nos reconhecermos
e valorizarmos o nosso trabalho, que é indispensável
para uma democracia sadia.
Quais
são os caminhos para fortalecer o jornalismo
feito por mulheres, em meio aos ataques e ofensas nas
redes?
Acredito
que esse é um debate importante e que não
existem respostas prontas. Iniciativas como a do prêmio
são boas para dar visibilidade e reconhecimento
ao nosso trabalho. Também acho ótimo que
muitas de nós estamos nos unindo contra os ataques
do governo contra jornalistas como Patrícia Campos
Mello, Miriam Leitão e Vera Magalhães.
Não há nada mais importante do que estarmos
lado a lado, independente de veículos concorrentes
ou qualquer outra coisa. Felizmente vejo isso acontecendo
e espero que se intensifique. Para mim, é muito
simbólico receber essa homenagem logo após
o 8 de maio. Conheci o trabalho de outras mulheres inspiradoras
e espero que nos aproximemos para seguirmos juntas. |